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Outubro Rosa: Previna-se!

Woman with a pink breast cancer awareness ribbon

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres, atrás apenas do de pele. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama responde por cerca de 25% dos novos casos registrados anualmente da doença. O Outubro Rosa é uma oportunidade de alertar as mulheres para os riscos relacionados ao câncer de mama e estimular cuidados preventivos.

Quais as causas do Câncer de Mama?

O câncer de mama não tem uma causa única, sendo mais comuns em mulheres a partir dos 50 anos e naquelas com histórico familiar da doença, ou de câncer no ovário. A ingestão de bebida alcoólica, o tabagismo, o sobrepeso e a obesidade também têm influência negativa e, por isso, devem ser combatidos, inclusive porque favorecem a prevenção em relação a muitas outras doenças.

Qual a importância de visitar regularmente um ginecologista?

A visita ao ginecologista deve ser realizada regularmente, de acordo com o histórico da mulher e sua faixa etária. O profissional fará as prescrições necessárias em cada caso quanto à necessidade de mamografias de rastreamento, por exemplo, que permitem um diagnóstico precoce. O autoexame é uma forma das mulheres conhecerem suas mamas e ficarem atentas a qualquer alteração suspeita, mas precisa ser acompanhado de exames de rotina mais detalhados. O autoexame pode ser feito da seguinte maneira:

Em frente ao espelho:

  • Posicione-se em frente ao espelho;
  • Observe os dois seios, primeiramente com os braços caídos;
  • Coloque as mãos na cintura fazendo força;
  • Coloque-as atrás da cabeça e observe o tamanho, posição e forma do mamilo;
  • Pressione levemente o mamilo e veja se há saída de secreção.

Em pé:

  • Levante seu braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça;
  • Com a mão direita esticada, examine a mama esquerda;
  • Divida o seio em faixas e análise devagar cada uma dessas faixas. Use a polpa dos dedos e não as pontas ou unhas;
  • Sinta a mama;
  • Faça movimentos circulares, de cima para baixo;
  • Repita os movimentos na outra mama.

O que fazer para prevenir o Câncer de mama?

Pratique exercícios físicos: A prática de atividade física diminui em cerca de 1/3 os riscos de desenvolver câncer de mama. Pratique em média 30 minutos de exercício aeróbico pelo menos três vezes na semana, ou de acordo com as suas necessidades. O recomendado é buscar por um profissional da área para pedir orientação na escolha da atividade física e acompanhamento para ter uma prática mais adequada.

Controle a alimentação: Uma dieta equilibrada evita o sobrepeso e melhora a qualidade de vida. Alimentos industrializados, enlatados e conservados contém agentes cancerígenos na composição e devem ser evitados. É o caso das carnes processadas, defumadas, curadas ou salgadas e embutidos, como salsicha, linguiça, mortadela e salame. Dê prioridade aos vegetais, frutas, legumes e verduras. São alimentos ricos em vitaminas essenciais, sais minerais e fibras, além de substâncias antioxidantes que ajudam a proteger contra a maioria dos tipos de câncer.

Não fume: O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, que levam a uma série de doenças, entre elas, o câncer. O tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável e estima-se que 30% de todos os casos de câncer são devido ao tabagismo.

Não consuma álcool: O alcoolismo causa entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo um dos fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tumores, incluindo o de mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco. Além do câncer, o consumo de álcool está associado a mais de 200 tipos de doenças, entre cardiovasculares, mentais e hepáticas.

Mitos e verdades. O que pode provocar o câncer?

Anticoncepcionais: Mito! Estudos recentes com novas gerações desses medicamentos não comprovaram a associação entre o seu uso e o câncer de mama.

Desodorante: Mito! O câncer tem sua origem em uma mutação do DNA celular herdada ou adquirida por fatores ambientais. Nenhum tipo de desodorante tem potencial de causar modificação no DNA, muito menos o uso constante de sutiã. O que pode acontecer com o uso de determinados desodorantes são fenômenos dermatológicos como alergias, irritações ou foliculites, sendo indicado descontinuar o uso.

Silicone: Mito! As próteses de silicone produzidas com a finalidade de uso médico não causam câncer de mama, podendo ser utilizadas com segurança tanto em pacientes que desejam cirurgia estética quanto naquelas com história ou presença de patologia mamária precoce.

Reposição hormonal: Verdade! Vários estudos apontam riscos que levem ao diagnóstico de câncer de mama associado com terapia hormonal após a menopausa, principalmente após o quinto ano de uso. A terapia hormonal inclui terapia isolada de estrogênios e terapia combinada de estrogênio + progesterona. A terapia combinada apresenta um risco maior do que a que tem somente estrogênio. Outro efeito indesejado da terapia hormonal é o aumento da densidade mamária, que pode exigir exames complementares à mamografia.

Gravidez: Mito! A amamentação representa fator de proteção para o desenvolvimento da doença, especialmente quando ocorre entre os 20 e 30 anos.

Genética: Verdade! Hereditariedade é fator de risco para casos de câncer de mama, mas não o principal fator de risco. Estudos comprovam que apenas 5% a 10% dos casos têm em sua base uma composição genética familiar. Testes genéticos podem ser realizados em mulheres com alto risco de mutações associadas ao câncer de mama para ajudar a decidir o melhor tratamento. Esses testes não estão disponíveis no sistema público de saúde.

Mastologia, o que é e para que serve?

A mastologia é especialidade médica que se dedica ao estudo das glândulas mamárias. O mastologista é o especialista que estuda, previne, diagnostica, trata e reabilita todas as doenças da mama. ao falar de câncer de mama, muitas pessoas logo associam a doença ao médico mastologista, mas este profissional não cuida apenas do câncer por si só, mas de todas as patologias que atingem as mamas.

Vejamos alguns problemas que podem surgir nas mamas e que o mastologista tem a especialidade de tratar.

Nódulos e Assimetrias nas mamas: É comum entre as mulheres jovens, principalmente no final da adolescência e no início da vida adulta, apresentarem alterações no corpo devido à produção de hormônios. E é principalmente nesta fase que podem surgir algumas doenças na mama, como nódulos (fibroadenomas) e as assimetrias (seios de tamanho diferente). No caso dos nódulos, é possível a identificação pelo toque ou por exame de imagem, podendo ter o seu tamanho alterado conforme a fase do ciclo menstrual. Na maioria dos casos a assimetria dos seios não se constitui uma preocupação, mas apenas o mastologista poderá verificar e chegar a um diagnóstico. Ginecomastia: No universo masculino também é comum surgirem algumas patologias que atingem as mamas, como é o caso da ginecomastia, doença que leva ao crescimento das glândulas mamárias de forma anormal para o corpo de um homem.

Mastite: A mastite ocorre geralmente no período de gravidez e amamentação e diz respeito a uma inflamação nas glândulas mamárias causada geralmente por uma infecção. O mastologista é o profissional médico que poderá verificar os sintomas e tratar o quantos antes pois, dependendo do caso, pode ou não se tornar uma infecção bacteriana.

Esperamos que por meio deste artigo tenhamos conseguido expor a importância de exames de rotina e cuidados do dia a dia que podem ajudar a evitar o câncer de mama. O Outubro Rosa é dedicado a todas as mulheres que sofreram, sofrem e que podem evitar sofrer com a doença.