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Métodos contraceptivos – Além da pílula e da camisinha

Segundo o IBGE, 61,6% das mulheres fazem uso da pílula regularmente para evitar uma gravidez. Além disso o uso de camisinha é de extrema importância durante a relação, não somente como método contraceptivo, mas também como uma forma de prevenir a transmissão de doenças. Entretanto, em se tratar da saúde da mulher, ao fazer o uso da pílula, contamos com um grande debate pois o uso desta pode desencadear algum problema em pessoas específicas. Para impedir situações como essa, a orientação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia é que, antes de receitar o anticoncepcional oral, os ginecologistas realizem uma entrevista e um exame físico detalhado. A mesma recomendação serve para as pacientes: é preciso se consultar e entender bem o que será ingerido.

Para isso, separamos alguns outros métodos contraceptivos diferentes, que dispensam o uso da pílula.

Anel Vaginal: Feito com uma espécie de silicone, o anel combina os dois tipos de hormônio, que vão sendo liberados gradativamente. São 3 semanas de uso e uma de pausa. Ele deve ser inserido na vagina pela própria mulher, por isso exige autoconhecimento sobre o corpo. Não interfere nas relações sexuais e tem baixa incidência de efeitos colaterais.

Injetáveis: O tipo mensal leva estrogênio e progestagênio. Já o trimestral só tem progesterona sintética. Essa última pode causar irregularidade do ciclo e inchaço. Ambas são injeções intramusculares aplicadas no braço ou nas nádegas. Os hormônios permanecem nos músculos e são liberados à medida que esse tecido é irrigado pelo sangue.

Adesivos: Devem ser colados na pele semanalmente durante 21 dias, perto do abdômen, coxa, nádegas, ou costas. As doses de estrogênio e progestagênio são liberadas aos poucos. Eles são eficazes e fáceis de usar, mas algumas mulheres se incomodam com a possibilidade do adesivo se desprender.

Implantes: O bastonete do tamanho de um fósforo é inserido logo abaixo da pele do braço, e assim, vai liberando pequenas doses de progestagênio na circulação. Pode interromper a menstruação, mas em 30% dos casos leva a sangramentos irregulares. Sua vida útil é de até três anos.

DIU de Cobre: O dispositivo de cobre é livre de hormônios e sua contracepção ocorre por um revestimento de fio de prata corado com cobre. O material não é tóxico e ou alérgico e impede a gestação por inflamar o tecido que reveste o útero, causando alterações bioquímicas e morfológicas que inibem a fecundação pelo espermatozoide. É indicado para mulheres que não querem fazer uso de hormônios sintéticos ou que não podem receber progesterona, como portadoras de câncer de mama, o DIU de cobre, que é livre de tais substâncias. O DIU de Cobre tem duração média de 10 anos.

DIU de Prata: Este DIU não é novo no mundo, mas é o único anticoncepcional intrauterino que combina cobre e prata, ou seja, o DIU de prata, na verdade, também contém cobre. A combinação dos dois elementos tem o intuito de diminuir a fragmentação do cobre no organismo (evento raro), e por isso, o medicamento promete aumentar sua eficácia e diminuir a chance de intensificar o fluxo e cólica menstruais (sintomas comuns nas usuárias do DIU de cobre). Seu formato em Y foi pensado para facilitar sua inserção e remoção, além de ser menor do que o de cobre, o que poderia gerar menos dor na hora de colocar. A duração do DIU de Prata também é diferente, sendo de 5 anos ao invés de 10 anos como o de cobre.

DIU Hormonal ou Mirena: Esse dispositivo é revestido pelo hormônio levonorgestrel, um subtipo sintético de progesterona, e evita a gravidez porque afina o endométrio e altera o muco cervical, fazendo com que o ambiente íntimo seja hostil à fecundação. É indicado para mulheres que sofrem com cólicas e fluxo menstrual intenso, já que a progesterona diminui o processo inflamatório local, amenizando o ciclo e reduzindo os desconfortos. O dispositivo de cobre, por outro lado, pode piorar a condição por conter substâncias inflamatórias. Também é indicado para mulheres que não desejam menstruar ou possuem condições que são agravadas com o ciclo, como endometriose e adenomiose, que causa atrofia do endométrio. Já mulheres que não têm problema em menstruar regularmente podem fazer usar o DIU de cobre. O DIU Hormonal é eficaz por 5 anos.

Diafragma: É um anel flexível, coberto por uma fina membrana de borracha. Introduzido na cavidade vaginal, forma uma espécie de tampa protetora do colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozoides. Usado com espermicida, deve ser introduzido entre 15 e 30 minutos antes da relação, e retirado de 6 a 8 horas depois

Salientamos que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz, porém que ao combinar qualquer um deles com o uso de preservativos durante a relação a chance de gravidez é muito menor. Além disso, nenhum destes métodos substitui o uso da camisinha nas relações, pois esta não evita somente a gravidez, mas também a transmissão de várias doenças sexualmente transmissíveis.