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Janeiro Hanseníase: o que é fato e o que é fake?

Janeiro é o mês dedicado a conscientização, combate e prevenção da hanseníase. Popularmente referida como enfermidade bíblica e a mais antiga da humanidade, a doença tem cura, mas ainda hoje representa um problema de saúde pública no Brasil.

Doença tropical negligenciada, infectocontagiosa de evolução crônica, se manifesta principalmente por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés. É transmitida por um bacilo por meio do contato respiratório próximo e prolongado entre as pessoas. Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos e, principalmente, da capacitação do médico. No entanto, fica o alerta: quando descoberta e tratada tardiamente, a hanseníase pode trazer deformidades e incapacidades físicas.

No Brasil, o tratamento é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem se tratar em casa, com supervisão periódica nas unidades básicas de saúde.

Para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, a dermatologista e coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Sandra Durães, destaca o que “É FATO” e o que “É FAKE” sobre a doença:

Hanseníase: doença bíblica que foi eliminada! É FAKE

A doença ainda possui ocorrência grande no mundo, principalmente no Brasil.

Pessoas de qualquer idade, sexo ou classe social podem “pegar” a hanseníase! É FATO

Apesar de qualquer um estar sujeito a adquirir a bactéria, 90% da população tem resistência para adoecer.

Lugares com falta de higiene e condições sanitárias facilitam a transmissão da doença! É FAKE

A hanseníase não possui relação com a falta de higiene e, sim, com moradias sem janelas, poucos cômodos e com muita gente no mesmo espaço. A transmissão da doença também está relacionada com o pouco acesso aos serviços de saúde.

A aglomeração de pessoas facilita a transmissão da hanseníase! É FATO

Ambientes muito fechados e com pouca circulação de ar são locais propícios para a transmissão da doença.

É possível “pegar” hanseníase de um animal que está ferido! É FAKE

A doença é transmitida de um ser humano com o tipo transmissível da hanseníase que não está em tratamento para outro indivíduo.

A hanseníase pode apresentar deformidades e incapacidades físicas mesmo em pacientes curados! É FATO

Quando descoberta e tratada tardiamente, a doença pode causar graves sequelas. Mas a hanseníase tem cura quando diagnosticada precocemente, evitando sequelas, e o tratamento é gratuito em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao suspeitar dos sintomas, procure uma unidade de saúde da família mais próxima ou um médico dermatologista nas unidades de saúde do SUS. Também é possível fazer essa busca aqui no site da SBD.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia